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domingo, 17 de novembro de 2019

Gabigol para a torcida do Grêmio-Foto:Alexandre Vidal/CRF
Flamengo com oito jogadores reservas na primeira vez em que Jesus poupa de fato quase o time inteiro. Faz sentido pela final. Grêmio tem alguns desfalques. Ainda assim, jogo começou bom e ofensivo pela qualidade das duas equipes.

Já com 20min, Flamengo foi mais perigoso do que o Grêmio graças a boas atuações de Gabigol e Arrascaeta que tiram a marcação rival do prumo. Grêmio teve mais a bola, mas faltava ser mais incisivo próximo à área. Éverton esteve bem marcado.

Ao contrário do seu padrão, Flamengo marca a maior parte do jogo com a linha baixa, buscando o contra-ataque. Foi poucas vezes para pressionar a saída rival. Time já havia adotado essa postura em outros jogos, mas em situações determinadas e por pouco tempo.

Sobre o polêmico pênalti

Tendo a achar que é um caso de braço apoiado de Léo Moura e portanto não pênalti. Mas não tenho essa segurança toda para afirmação peremptória diante da complexidade nas instruções Fifa.

Bola bate no braço de Léo Moura longe do corpo, mas o braço está quase se apoiando no chão sem ter encostado. Aí é questão de interpretar se pode ser considerado apoio o que anularia o pênalti pela instrução da FIFA. Admito não ter uma conclusão sobre o lance.

Um detalhe sobre o primeiro tempo: atuação muito boa de Diego em sua volta como titular. Já ficou claro como sua nova posição é segundo volante onde dá qualidade ao passe, mas não é responsável pela assistência inesperada. Posiciona-se muito bem na recomposição também.

"Zona mista"

A entrevista de Geromel sobre o pênalti faz sentido: é uma “reclamação” que acrescenta ao debate. Precisa de uma definição mais clara sobre o que é pênalti ou não em certos lances. Porque a real é que não está claro neste tipo de lance.

Boa entrevista de Gabigol. Fez nada demais. Segurou o jogo, não tinha ninguém no ataque, prendeu a bola, pedalou. Desrespeito zero. Cortez exagerou na reclamação. Mania de querer intimidar, velha cultura do “aqui dentro não”. Gostando ou não de Gabigol, não houve desrespeito.

Grêmio cercando a área do Flamengo neste segundo tempo, insistindo muito em bola aérea. A questão é que o time carioca não está encaixando contra-ataques consistentes e nem consegue reter muito a bola. Isso aumenta a pressão.

Gabigol reclama demais e foi imaturo no lance com dois protestos seguidos. Mas foi um critério bem rígido adotado por Claus. Normalmente há vermelho assim em sequência de reclamação por xingamento.

Grêmio poderia ter feito o gol pela pressão que exerceu em certo momento do segundo tempo. Mas a sua atuação ofensiva é fraca e pouco inventiva diante de um Flamengo que recuou. Problema que já se viu em outros jogos da temporada.

O vermelho para o Gabigol tem a ver com o histórico dele. Se fosse outro jogador, Claus talvez só desse um amarelo. Mas como ele enche o saco do juiz o jogo inteiro uma hora o árbitro perde a paciência.

Arrascaeta pediu para jogar neste domingo e, olha, não jogou pouca coisa não.

Com essa vitória, Flamengo iguala o recorde de um campeão dos pontos corridos com 81 pontos, faltando quatro jogos para serem disputados. Tem que fazer muito esforço de argumentação para dizer que é um “time igual aos campeões anteriores”.

Flamengo pode ser campeão da Libertadores no sábado (23 de novembro) e do Brasileirão no domingo (24 de novembro) caso o Palmeiras não ganhe do Grêmio.

Jorge Jesus (pelo Flamengo) x Renato Gaúcho (pelo Grêmio) em 2019:
4 jogos
3 vitórias do JJ
1 empate
10 gols do Flamengo
3 gols do Grêmio

O campeonato está aberto. Aberto para as comemorações do Flamengo, o virtual campeão com a maior pontuação da história dos pontos corridos. Mais um ponto e será de forma absoluta. Quem segura? NINGUÉM!!!!!

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