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sábado, 23 de novembro de 2019

Foto: Divulgação do Flamengo
Início do jogo com o Flamengo dono da bola. Linha de defesa bem avançada, muitos jogadores no campo de ataque e girando para buscar espaços. River marcava forte para retomar e sair em velocidade.

Fla 0 x 1 River

Falha generalizada da defesa do Flamengo no setor esquerdo. A bola foi cruzada rasteira e ninguém cortou: Borré, sozinho no meio da área, mandou a bola para dentro. Após um início tímido, River na frente.

Jogo do Flamengo definitivamente não estava fluindo. Não conseguia achar as linhas de passes, perdeu a maior parte das bolas no meio de campo e ficou frouxo na linha de defesa. Em jogos como esse, falhas são fatais.

A marcação do River estava muito bem feitai. Não deu espaço para nenhuma conclusão do Flamengo em quase 30min e foi bastante agressiva no meio de campo. Assim conseguiu provocar erros no rival e retomar a bola com espaço para ser perigoso.

Em 40min de controle absoluto do River. O Flamengo só ensaiou jogar por 5min. A chave do domínio argentino foi o seu meio-campo com Enzo Perez e Nacho Fernandez. Os meio-campistas rubro-negros fizeram um jogo bem abaixo.

45 minutos de um River alucinante. Nem tanto na técnica, mas a vontade, a tática e a energia que esses jogadores estão mostrando é algo espantoso. Flamengo é mais qualificado, mas claramente sentiu o gol e o jogo. Enzo Pérez é um volante perfeito. Arma, desarma e cria. Craque.

Primeiro tempo de alto nível do River Plate. Controlou as ações, tirou o ritmo do Flamengo, jogou em uma intensidade absurda e merece o 1 a 0.  Enzo, Palacios, Nacho e Borré jogando muito. Nico sendo fundamental taticamente na pressão.

Foi uma aula de Gallardo neste primeiro tempo. Bloqueou todas as alternativas do Flamengo com um jogo reativo, mas agressivo na marcação mais à frente e com saída para o jogo. Assim sequer deixou o rival se aproximar de sua área.

Segundo tempo

Flamengo perdeu um gol inacreditável na escapada de Bruno Henrique após pivô de Gabigol. Estava de frente para o goleiro e preferiu o cruzamento. Duas conclusões e a segunda de Everton, Armani pegou.

Time inteiro do Flamengo não fazia boa parte individualmente, talvez com exceção de Gerson. Mas Arrascaeta especialmente estava muito mal. Não participava do jogo, aceitava a marcação.

Meio-campo do Flamengo perdia todas as segundas bolas. Assim não tinha nem como jogar. E com a saída do Gerson, aparentemente sentindo dor, que ainda era um que disputava mais a bola para entrada de Diego.

Após um primeiro agressivo na marcação, havia a ameaça de o River cansar. Mas o time continuou seguro, só cozinhando um pouco mais o jogo. Partida passava em um piscar de olhos e o Flamengo não conseguia exercer pressão de fato.

Diego já era o melhor do Flamengo em campo. Entrou muito bem. Passou a dar um ritmo de ataque que o time não tinha. Mas time seguia errando nas conclusões das jogadas.

O River parecia ter dado uma cansada. Estava mais postado, não agredia tanto na marcação. Até por isso, e pela entrada de Diego, o Flamengo teve um crescimento no jogo.

Outro que fazia uma uma partida horrenda nesta tarde era o Filipe Luís. Errava posicionamento, errava passes, errava as opções de jogada.

Empate - Fla 1 x 1 River

Jogada de Bruno Henrique quase no final do jogo. Arrascaeta, que estava mal na partida, enfiou a bola para Gabigol empatar o jogo. Flamengo não jogava bem, mas essa tinha sido a terceira chance criada no segundo tempo.

A virada rubro-negra - Fla 2 x 1 River

Gabigol ganhou na jogada de corpo com os dois zagueiros do River. E meteu o pé para virar o jogo. River cansou. Jesus colocou todo o time para frente, e se aproveitou da falha do rival.

Flamengo é bicampeão da Libertadores

Podemos falar de tática, podemos falar da qualidade individual. Mas uma qualidade que esse Flamengo teve na temporada é que não desiste do jogo.

Fica a lição

Gallardo que deu uma aula no primeiro tempo, errou no segundo. Tirou Nacho Fernandez que foi o motor do time, botou Pratto só para disputar bola e matou contra-ataque. Recuou para chamar o Flamengo. Nunca é uma boa ideia chamar esse time para o jogo.

O verdadeiro campeão

Estádio elouqueceu, jogadores juntos. É um final apoteótico. O Flamengo que ia ser eliminado pelo Emelec, que era amarelão na Libertadores, que enfrentava o campeão da América. Agora chega ao seu bi sabendo jogar esse torneio até o final, até os últimos minutos.

A redenção do camisa 10

E, olha, a torcida do Flamengo que chamava Diego de amarelão deveria pedir perdão de joelhos. Entrou e mudou o jogo. No momento difícil, assumiu o jogo para si. Até como cabeça de área.

A torcida

Méritos para a torcida do Flamengo também. Voltou o segundo tempo, time mal, não engatava o jogo, e não desistiu de cantar. Fez mais barulho do que a do River mesmo em desvantagem no placar.

O craque da Libertadores

Conmebol anuncia que Bruno Henrique foi o melhor jogador da Libertadores. Depois dessa final de Gabigol a escolha é discutível, embora o ponteiro fosse o melhor até aqui.

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