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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Bruno Henrique foi decisivo no jogo de hoje/foto: Alexandre Vidal/CRF
Gol do Al Hilal refletiu o que foi o começo do jogo, com superioridade saudita. Lado esquerdo da defesa rubro-negra todo aberto para o cruzamento que encontrou Salem livre no meio da área. Ele já tinha perdido gol na frente do goleiro um pouco antes.

Flamengo parecia estar com a perna ainda mais presa do que na final da Libertadores. Nervoso, dando espaços inexplicáveis por falha de posicionamento, errando passes fáceis. Não jogava.

O Flamengo entrou  no jogo, enquanto o Al Hilal recuou após o gol. Quando girava rápido a bola, o time rubro-negro encontrava os espaços porque mesmo postado em duas linhas a equipe saudita não marcava bem. Em compensação, os contra-ataques eram perigosos.

Até então, a vitória merecida do Al Hilal no primeiro tempo. Dois aspectos:

1) a análise sobre o Al Hilal ser frágil era equivocada, era só ver a qualidade de alguns jogadores e a boa postura tática nas quartas;

2) Fla jogava bem abaixo do seu potencial, defensivamente e ofensivamente;

Segundo tempo

Flamengo empata - 1 x 1

Jogo do Flamengo entrou em campo. Troca de passes até a assistência de Bruno Henrique para Arrascaeta empatar a partida.

Defesa saudita começou a dar espaços nas costas da linha de defesa, principalmente do lado esquerdo de sua defesa. O lateral Alshahrani avançava bastante e se posicionava mal para marcar.

Após uma melhora no início do segundo tempo, Flamengo voltou a ter dificuldades para achar espaços para jogar e seguiu errando na defesa, especialmente do lado esquerdo (Filipe Luís e Marí, mal). Jogo estava equilibrado e mais travado, com os dois times arriscando menos.

A virada rubro-negra 2 x 1

O que mais me impressiona nesse time do Flamengo é a capacidade de aproveitar as chances criadas. É muito mortal. Tem muita qualidade do meio para frente, tanto em termos de entrosamento quanto de virtude individual. Quando consegue jogar, não apenas joga como faz gols.

Fla fechou o caixão - 3 x 1

Defesa do Al Hilal, que era o ponto frágil do time, teve um primeiro tempo ok, e começou a falhar após o intervalo. Flamengo roubou a bola na intermediária, Diego achou espaço com inteligência e Bruno Henrique conta com o zagueiro para botar para dentro. Como na final da Libertadores, quando o Flamengo tinha dificuldades para achar espaços, Diego entrou muito bem em campo, acertando os passes, jogando com inteligência, sem afobação.

Flamengo na final

Resultado mostrou o que foi o jogo e reflete a diferença entre os times. Flamengo era a melhor equipe, com jogadores mais qualificados, e demorou a superar o nervosismo. Al Hilal jogou o que se esperava dele, bom time, com toque de bola, bons jogadores e defesa frágil.

Flamengo, que foi o último sul-americano a vencer um europeu em uma final de Mundial por três gols de diferença (3x0 no Liverpool em 1981), está novamente na decisão do mundial.

Flamengo quebra a escrita. É o primeiro time sul-americano a virar um jogo em uma semifinal de Mundial depois de sair atrás. Mais um tabu quebrado.

Agora, além de quebrar a escrita, igual a maior vitória sul-americana em semifinais de Mundiais, o 3 a 1 do Santos no Kashima Reysol (Japão) em 2011 e o 2 a 0 da LDU contra o Pachuca (México) em 2008. Em 15 anos, os únicos que conseguiram vencer por mais um gol de diferença.

Vitórias de virada dos brasileiros no Mundial de Clubes da Fifa (2000-2019):
- Vasco 2 x 1 Necaxa-MEX (2000)
- Flamengo 3 x 1 Al-Hilal-ARA (2019)

Brasileiros que mais chegaram à final do Mundial de Clubes (2000-2019) e Interclubes (1960-2004):
3 Grêmio (83, 95, 17)
3 Santos (62, 63, 11)
3 São Paulo (92, 93, 05)
2 Corinthians (00, 12)
2 Cruzeiro (76, 97)
2 Flamengo (81, 19)
2 Vasco (98, 00)
1 Inter (06)
1 Palmeiras (99)

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