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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Hoje foi dia da audiência da CPI que investiga os recorrentes incêndios no estado. O colegiado irá discutir novamente o caso do Centro de Treinamento do Flamengo.
Foto: Divulgação

Ex-CEO do Flamengo, Fred Luz afirmou que a NHJ dava garantias que os contêineres fossem usados como dormitórios, mas que  isso não estava documentado, era apenas uma declaração informal.

"Não tínhamos motivo para acreditar que aquele tipo de alojamento era inadequado", afirmou Fred Luz, durante oitiva da CPI que investiga os recorrentes incêndios no estado.

Ex vice-presidente de patrimônio do Flamengo, Alexandre Wrobel, afirmou que não sabia que o CT funcionava sem a permissão da prefeitura.

Alexandre disse ainda que soube, um mês após a tragédia, que o clube solicitou a mudança dos contêineres, mas que a troca foi negada pela empresa responsável pelos módulos.

Representante da Secretaria Municipal de Fazenda, Sandra Fagundes disse que o CT teve um auto de infração lavrado em outubro de 2017, por falta de alvará.

Representante da Light, Daniel Negreiros disse que no dia da tragédia no Ninho do Urubu não houve registro de ocorrências ou equipamentos danificados por quedas ou instabilidade de energia na região do incêndio.

Gerente da NHJ, empresa que alugou os contêineres, Cláudia Rodrigues disse que a contratada sabia que eles seriam usados como dormitórios, mas que não tinham conhecimento do material inflamável no interior dos mesmos.

Segundo ela, o uso do contêiner é de responsabilidade do locatário.

Claudia Rodrigues afirmou que recebeu as informações do número de divisões e do tipo de uso (quartos e banheiros) do equipamento, mas não recebeu o número de pessoas que utilizaram o contêiner. Disse também que não cabia à empresa aferir quantas pessoas usariam o equipamento.

Claudia Rodrigues, da NHJ, disse que o projeto estabelecia que os quartos teriam duas beliches, comportando quatro pessoas. Já Reinaldo Belotti, do Flamengo, disse que os quartos possuíam três beliches cada.

Claudia Rodrigues, gerente da NHJ, afirmou que a perícia realizada pela empresa constatou que a propagação do fogo no painel do contêiner não ultrapassava as camadas internas.

O projeto enviado pelo clube estabelecia o uso de portas de correr nos dormitórios, além de janelas gradeadas. Representantes de familiares consideram essas características muito relevantes para a investigação do caso.

“Procurei em toda a norma da ABNT e não encontrei nada que indicasse que o uso as grades na janela estava errado, mas pra mim, isso não é lógico”, disse Serafim Neto, auditor fiscal do Trabalho.

Questionado sobre a ciência do Conselho Diretor da contratação da empresa de contêineres, Rodrigo Dunshee disse que não sabia porque “não estava lá": "Tem que ver nas atas das reuniões e eu confesso que não tive essa curiosidade”, afirmou.

“Me chamou atenção que todos os membros da gestão passada alegam que não tem conhecimento da interdição”, disse o vice-presidente Jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee.

“Eu, pessoalmente, não me sinto responsável. Eu era vice-presidente jurídico e não participei em nada do procedimento que levou à morte do seu filho”, disse Rodrigo Dunshee a Wedson Cândido, pai de uma das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu.

“Se vocês quiserem brigar comigo, eu não fico chateado, eu vou dar a outra face”, continuou. Wedson respondeu: “Não estamos aqui para brigar, mas para saber a verdade”

Presidente da CPI, o deputado Alexandre Knoploch (PSL) sugeriu que o clube promovesse uma partida no Maracanã para reverter para as famílias das vítimas, além do valor da indenização. “Eu tenho convicção de que a torcida iria lotar o estádio”, ponderou.

O parlamentar deu um prazo de um mês e meio para que o Flamengo se posicione em relação à sugestão.

“Essa CPI já mostrou que o Flamengo se acha acima do bem e do mal. O clube inaugurou um equipamento interditado e que estava interditado durante o incêndio”, criticou o deputado Rodrigo Amorim (PSL).

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