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quarta-feira, 11 de março de 2020

Barcelona veio com uma formação mais tradicional e cautelosa do que o Del Valle. Com duas linhas de quatro para se defender, com Damián Díaz e Jonathan Alvez, ex-Inter, contra-atacar. Mesmo assim, dava espaços porque errava passes e marcava mal.
Foto: Alexandre Vidal/CRF

Damian Diaz deu entrada mais dura em Bruno Henrique e levou amarelo. Os dois têm um histórico porque Bruno cuspiu no jogador do time equatoriano quando era do Santos.

Flamengo foi bem superior nos 20 minutos iniciais. Pressionava a saída de bola, girava, se deslocava e conseguia achar espaços na defesa rival. Mas estava pecando na execução final das jogadas, passes e conclusões.

Gol do Flamengo saiu pelos pés de Éverton Ribeiro. É o mestre dos espaços curtos. Em vez do cruzamento óbvio na primera chance, cortou e deu um passe de pé invertido na medida para Gustavo Henrique. Já vinha sendo o jogador mais criativo do time. - Fla 1 x 0 Barcelona;

A verdade é que o Flamengo encurralava o Barcelona que não conseguia sair jogando, nem marcar. O mapa de calor da Conmebol mostrava atividade quase nula na área rubro-negra, 73% de posse para o time carioca e sete conclusões contra uma de fora da área.

Pênalti para o Flamengo.  Após escanteio cobrado por Arrascaeta, Léo Pereira desviou, e a bola bateu no braço do adversário. Gol de Gabigol. O camisa 9 cobrou bem e fez o segundo do Flamengo. A torcida gritava: "uh terror, Gabigol é matador". - Fla 2 x 0 Barcelona;

O jogo desta quarta-feira é aquele que o Flamengo precisa aproveitar para fazer saldo de gols na Libertadores. O Barcelona de Guayaquil não havia oferecido até aqui o menor perigo à equipe rubro-negra. O 2 a 0 no primeiro tempo saiu barato para os equatorianos. 

A marcação pressão do Flamengo não é igual a dos outros times nacionais. É sufocante. Em uma bola na ponta esquerda perdida por Bruno Henrique foram três em cima para recuperar. O zagueiro se livrou e Gérson estava logo atrás para retomar. É muita gente na zona da bola.

Barcelona voltou para o segundo tempo até com a intenção de jogar mais adiantado, de fazer marcação pressão em alguns momentos pela desvantagem. Só que não conseguia sequer entender a movimentação do Flamengo. Seus jogadores estavam sempre um passo atrás.

O Flamengo parecia ter absoluta convicção de que iria marcar o gol a qualquer momento. É preparado demais para buscá-lo. Alterna muito o posicionamento dos homens de frente, tem jogada ensaiada. E Éverton Ribeiro está na melhor fase da carreira.

Thiago Maia deu mais uma aula de como se jogar de volante. Esteve quase sempre no lugar certo para cobertura, ganhava a maioria dos duelos, saíai com a bola limpa com a melhor opção de passe. Essa suspensão pode custar caro a Arão.

Escanteio e… Bruno Henrique faz o terceiro do Flamengo. Que jogador…! - Fla 3 x 0 Barcelona;

E mesmo vencendo por 3 x 0, o Flamengo em campo sem volantes de origem. Mister sempre pra frente!

O que me impressiona nesse Flamengo é o altíssimo percentual de aproveitamento nos duelos defensivos. Ganha quase todos. Parece que joga contra crianças tamanha a facilidade. E a bola queima nos pés do Barcelona.

Flamengo passou a jogar em ritmo de treino com até certa desconcentração por conta da facilidade do rival. Diferente do time faminto até o final que se costuma ver na gestão de Jesus. Ainda assim, quando acelerava, chegava na área rival.

Gabigol quer mais - Enquanto o Flamengo naturalmente diminuiu o ritmo com a vantagem construída, o atacante corria e se posicionava a todo momento pedindo bola para finalizar. Deu até uma bronca no Filipe Luís porque queria receber na área.

Flamengo ainda não explora o máximo do seu potencial. Justificável, pouco mais de um mês de trabalho. Por isso a facilidade hoje assusta e passa mensagem. É muito bom esse time, em todos os aspectos. O adversário é limitado, mas a segurança tem nome e sobrenome: Jorge Jesus.

Flamengo passeou no Maracanã com extrema facilidade. Sufocou o Barcelona, construiu o placar, não foi ameaçado em nenhum momento e até abdicou de jogar nos últimos 20/30 minutos tal a disparidade entre os times.

Flamengo com Jorge Jesus (2019-2020):
51 jogos
37 vitórias
9 empates
4 derrotas
116 gols feitos (2,32 por jogo)
44 gols sofridos (0,88 por jogo)

80% de aproveitamento

São quatro títulos: Brasileiro, Libertadores, Supercopa do Brasil e Recopa Sul-Americana.

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