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sexta-feira, 1 de maio de 2020

Hoje o futebol é Alviverde. Em uma narração inédita, a Radio Gama Esportiva vai relembrar a final inédita da Copa Rio de 1951, entre Palmeiras X Juventus. Quem viveu aquela época, poderá reviver e quem não viu, verá, ou melhor, ouvirá.
Foto: Wikipedia
Em 1951, o mundo foi Palmeiras. Com apoio do então presidente da Fifa, Jules Rimet, o Primeiro Campeonato Mundial de Clubes (Copa Rio) foi disputado no Brasil com a participação de oito times, divididos em duas chaves de quatro: Vasco da Gama (Brasil), Áustria Viena (Áustria), Nacional (Uruguai) e Sporting (Portugal), com sede no Rio de Janeiro; Palmeiras (Brasil), Juventus (Itália), Estrela Vermelha (Iugoslávia) e Olympique de Nice (França), com sede em São Paulo. 

Ao final da fase classificatória, coube a Palmeiras e Juventus decidirem o título em duas partidas. O Verdão venceu o primeiro jogo no Maracanã por 1 a 0, gol de Rodrigues, no dia 18 de julho. O segundo jogo, também no Maracanã, no dia 22 de julho, terminou empatado em 2 a 2, gols de Rodrigues e Liminha. Com esse resultado, o Alviverde tornou-se o primeiro campeão mundial de clubes da história. 

Após a conquista, houve uma grande comemoração no Rio de Janeiro com desfile em carro aberto da equipe pelas ruas da cidade. Na volta de trem a São Paulo, o Palmeiras foi recebido por uma grande multidão na Estação Roosevelt. No trajeto até o estádio Palestra Itália, o povo aglomerou-se em todos os lugares possíveis para reverenciar os campeões. Mais de um milhão de torcedores, de todos os times, festejaram pelas ruas (à época, a população da cidade de São Paulo passava pouco dos três milhões de habitantes, e a torcida palestrina já era a maior da capital). 

Além de devolver a confiança ao torcedor brasileiro abalado pela derrota na final da Copa do Mundo de 1950, o título mundial completou uma sequência de cinco conquistas importantes em um período de um ano (as chamadas Cinco Coroas): Taça Cidade de São Paulo de 1950, Campeonato Paulista de 1950, Torneio Rio-São Paulo de 1951, Taça Cidade de São Paulo de 1951 e Taça Rio de 1951. O Palmeiras faturou também o título do Supercampeonato Paulista de 1959, decido somente nas partidas extras contra o Santos. Depois de dois empates nos dois primeiros jogos, o Verdão derrotou o time de Pelé por 2 a 1 no duelo final, com gols de Julinho Botelho e Romeiro, no Pacaembu. 

O fim da década foi coroado com o primeiro título nacional da extensa galeria alviverde. Disputada pela segunda vez em 1960, a Taça Brasil reuniu os 17 campeões estaduais na briga pelo troféu de campeão brasileiro. Invicto, o Palmeiras chegou à final vencendo o Fluminense na segunda semifinal, após empate no primeiro jogo. O título foi conquistado com duas vitórias sobre o Fortaleza na decisão (3 a 1 no estádio Presidente Vargas e goleada por 8 a 2 no estádio do Pacaembu). 

Ouça aqui a narração de Christian Gama, o locutor que alegra a galera:


A malandragem dos nossos campos passou a ser contestada por todos, e a tragédia inspirou o escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues a citar o chamado “complexo de vira-lata”. “Por ‘complexo de vira-lata’ entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima”. 

Fonte: site Palmeiras

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